
Depois da última palavra
Antes de tombarem as glórias
Depois do último beijo
Antes de ruírem os desejos
Depois do último instante
Antes de vingar um novo ato
Ainda que pouco tempo haja
Nem que muito tarde seja
No oco de um segundo ao outro
De sua capacidade de desvios
E sua embriagada lucidez
O humano reinventará o humano
E nele acenderá novos deuses
E montará duzentos relevos
Para desenhar seu enredo
De conquistar guerras, folguedos
De se fartar, misérias, brinquedos
Mas cansará no meio da estrada
E apagará o sol como giz na mão
Para saber como se apaga um vão
E será sempre esse homem
Evitando a escrita do espelho
Antes da última palavra
Ricardo Fabião (Agosto, 2009)
Reflexivo...
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