maio 13, 2010

Sentido


que parte...
não se sabe de onde, que pulsa;
não se mede de quanto, que avança;
não se explica de muito, que muda;
não se molda de tanto, que expressa;
e não lhe basta o mundo, que volta;
e parte...



Ricardo Fabião (novembro - 2009)

6 comentários:

  1. Essa parte que muda e que parte...

    Fiquei pensando em tuas palavras, Ricardo. Tristemente, talvez.

    Abraço.

    ResponderExcluir
  2. Singelo, meu caro, o que denota uma melancolia simples e bela, de conforme com a poesia.
    Abraço,

    ResponderExcluir
  3. Renata e Rodrigo...
    o movimento descrito pelos dias nos impulsiona ao desconhecido,
    mas a nossa teimosia nos mantém acorrentados ao todo.
    Estamos sempre indo com o olhar já no voltando;
    é de nossa estreitura: um 'ir demais' equivale a um 'deixar de ser'.

    Bom tê-los aqui.

    Abração.
    Ricardo.

    ResponderExcluir
  4. Ricardo, quero parabeniza-lo pelo excelente blogue, ótimos posts e um visual agradável....inspirador!
    Agradeço seu comentário/interpretação do meu trabalho, acertadamente era isto que tentei transmitir. E, por favor, visite sempre, também virei sempre pegar inspirações em seus poemas, pois, imagens e textos se complementam..e um é inspiração para o outro!
    Abraços,
    Paulo Zerbato.

    ResponderExcluir
  5. Grande, Ricardo!
    O seu post, posta em si, a inevitável DIALÉTICA da vida.
    Valeu, meu rei!
    "Um dia a gente ri, no outro, a gente chora
    Um dia a gente chega, no outro vai embora". (Renato Teixeira)
    Né não? rsrsrs

    ResponderExcluir
  6. Isso mesmo, Jairo...
    Entender que a "ida" é uma "volta" para o lado
    contrário constitui um dos grandes segredos
    para a aceitação da vida e de seus mistérios;
    Todos pensam que estão "indo" sempre...
    E se, na verdade, nós já estivermos voltando?
    Haverá certamente uma nova ida; isso não cessa.

    Abraço.
    Ricardo.

    ResponderExcluir